Desisti de transformar este blog num slowblog.
Há uma série de coisas que preciso registrar. Foram três meses de comportamento relapso. Não da parte do meu cachorro (embora ele tenha sido relapso nesse meio de tempo), mas da minha parte. Neste período de ausência, poderia ter registrado bastante coisa, mas o não fiz. Por preguiça e por causa de outras tarefas que furtaram meu tempo. Bom, algumas dessas tarefas me assaltaram a mão armada, mas passou.
O Ringo tá com nove meses. Quase dez. E se tornou um monstro, embora eu sempre ache que ele ainda vai crescer mais um pouco.
Vou fazer um pequeno resumo do que aconteceu com ele (e por causa dele) de abril pra cá: ele ainda destrói coisas (lençóis, as quinas da casinha de plástico indestrutível, a hera da parede, a parede), late pros outros (mas depois pula pra brincar), teve alergia de novo, teve otite, parece um cavalo quando corre no bosque, late quando tocam o interfone (bom garoto), continua virgem, gosta de B-52’s, está se familirizando com o interior da casa (sem destrui-la), anda empurrando a casinha quando se espreguiça, assustou um vovô e seu netinho no bosque.
E também está sendo adestrado (!!!). Relutei muito em deixar o Ringo ser adestrado. Queria preservar um certo comportamento rebelde no cachorro. Sempre achei que esse lance de dar a patinha, fingir de morto e outras baboseiras fosse coisa daqueles temíveis poodles. E ainda acho.
O problema é que Ringo precisava ser contido nalgumas de suas estripulias. O cahorro não para de pular um segundo e puxa demais a guia. Por mais tolerante e desencanado que eu seja, chega uma hora que não dá. Ele corria o risco de derrubar minha mãe. Se isso acontecesse, não sei o que aconteceria.
Bom, ele tá sendo adestrado por um casal muito gente boa. Tá apredendo a pular menos e a andar do lado. Em algumas semanas, vou correr com ele. Que maturidade canina!
Agora, os petiscos (salsicha) que dão a ele na fase inicial de treinamento fizeram-no odiar a ração. É como oferecer bife à parmegiana a quem sempre comeu cookies diet. Por conta disso, tenho que incentivá-lo a comer a ração, “temperando-a” com leite ou misturando qualquer outra coisa, como pedaços de banana. OK, não é tão ruim assim. Mas tem dias que o cachorro mal olha pro pote de ração.
Voltando ao adestramento, é foda ver Ringo obedecendo mais os adestradores do que a mim. Mas isso é temporário. Sem falar que eles trapaceiam dando salsicha a ele. E eles não passeiam no bosque com o cachorro, como eu faço.